Governo do Distrito Federal
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26/12/17 às 10h58 - Atualizado em 7/02/18 às 15h26

Após dois anos difíceis, Economia do DF volta a se recuperar em 2017

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Confiantes, empresários apoiam medidas do Governo de Brasília

 

Foto: Cleverlan costa

O pior já passou. A frase resume o sentimento do empresário em relação à situação econômica do país e do Distrito Federal. A afirmação não fica apenas no campo da percepção. Há números comprovando que se ainda não estamos voando em céu de brigadeiro, ao menos a tempestade foi embora.

 

Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) aumentou 1,8 ponto entre novembro e dezembro, alcançando 58,3 pontos. O resultado é o melhor desde novembro de 2012, quando o índice chegou a 58,4 pontos. A partir de abril, esse número começou a crescer e em julho o índice atingiu 50,6. De lá para cá, o Icei não parou de subir. Os indicadores da pesquisa vão de zero a 100 pontos e quando ficam acima de 50 pontos significa que os empresários estão confiantes. Só entre novembro e dezembro o ICEI aumentou 1,4 ponto, chegando a 52,9 pontos, marca mais alta desde fevereiro de 2011, quando alcançou 54,2 pontos.

 

A produção industrial no Distrito Federal espelha os números da pesquisa. Segundo a Federação das Indústrias de Brasília, FIBRA, a produção industrial brasiliense em 2017 foi maior do que os últimos dois anos e levantamento da entidade indica que em outubro foram interrompidas as demissões na indústria da capital do país.  “A confiança do industrial vem crescendo, acompanhando a tendência nacional. O que vemos agora na atividade industrial são sinais de uma recuperação moderada, mas consistente”, analisa, confiante, o presidente da FIBRA, Jamal Jorge Bittar.

 

O alívio da Indústria é semelhante ao do Comércio. “Finalmente, tivemos algumas melhoras nas vendas do varejo. Outro ponto que denota um ambiente mais positivo é o aquecimento do mercado de trabalho, que voltou a abrir vagas em 2017, além da inflação mais baixa e a redução na taxa de juros”, comemora o presidente da Federação do Comércio do DF, FECOMÉRCIO, Adelmir Santana.

 

PerspectivasO otimismo que encerra 2017 é o que vai começar 2018. Os industriais esperam aumento da demanda no primeiro semestre do novo ano, tanto no mercado interno quanto no externo. “Isso vai resultar em mais compras de matérias-primas. Apostamos também em uma reação da construção civil em razão de pequenas obras de infraestrutura”, diz o presidente da Fibra.

 

Para o comércio, o ano novo promissor começa ainda em 2017, com as vendas de natal. “As vendas no Natal de 2017 devem ser o termômetro para o início de 2018, e a expectativa não poderia ser melhor: a estimativa é de que neste ano a data movimente R$ 34,7 bilhões em todo o Brasil, um aumento de 4,8% na comparação com o mesmo período do ano passado”, anuncia Adelmir Santana. Ele adianta números da FECOMÉRCIO indicando que “no DF, 72,5% dos comerciantes apostam que em dezembro deste ano as vendas serão maiores do que em 2016, enquanto 17,9% esperam vendas iguais e apenas 9,7% acreditam em vendas menores”.

 

Retomada em BrasíliaApós dois anos saneando as finanças, o Governo de Brasília conseguiu, enfim, retomar o desenvolvimento econômico em 2017. Assumindo o cargo em abril, o secretário Valdir Oliveira recebeu do governador Rodrigo Rollemberg a missão de reaquecer a economia e o compromisso de que não haveria aumento de impostos. Em oito meses de trabalho, o esforço já tem o reconhecimento do setor produtivo.

 

O comércio considerou uma conquista o decreto determinando que não fosse mais cobrado antecipadamente o ICMS para as pequenas empresas e microempreendedores do setor varejista de cosmético do Distrito Federal. A chamada indústria da beleza reúne mais de 15 mil empresas em Brasília e nas cidades vizinhas. “A mudança beneficiou muito a economia, já que a alteração da cobrança foi aplicada sobre uma lista de 14 produtos importantes para o segmento, como shampoos, condicionadores, ferramentas de manicure, sabonete e papel higiênico”, lembra o presidente Adelmir Santana. Ele cita ainda a reativação do FIDE e a criação do Simplifica PJ como outras medidas importantes para que a economia local vença a crise.

 

A criação do Simplifica PJ também foi citada como fundamental pelo representante da indústria, principalmente, porque o posto foi instalado em Taguatinga.  “Isso evita que que o empresário tenha de se deslocar tanto, o que desburocratiza e acelera esses processos. Espero que futuramente tenhamos unidades em outros pontos do DF, mas começar por Taguatinga, onde está mais da metade dos empreendimentos, foi uma decisão muito acertada” elogia Jamal Jorge Bittar.

 

O presidente da FIBRA também considera de peso para a economia medidas como a reestruturação da previdência do funcionalismo local, “pois garantiu o pagamento em dia dos servidores e deu fôlego às contas públicas, permitindo o cumprimento dos compromissos com fornecedores e empresas terceirizadas” e o edital de R$ 13 milhões da Fundação de Apoio à pesquisa,  FAP-DF, voltado para micro e pequenas empresas do setor industrial. Na opinião dele, o edital incentiva a pesquisa e o desenvolvimento da inovação, além de aumentar a competitividade das empresas locais, gerando emprego, renda e impostos. “Será uma oportunidade para que as empresas invistam na inovação dos processos, da gestão, dos produtos e até mesmo dos métodos utilizados”, concluiu o presidente da FIBRA.

 

Parceria na retomadaNo dia em que tomou posse, o Secretário Valdir Oliveira disse que sempre acreditou que a mudança da economia brasileira começaria pela capital do país “porque os nossos empresários passaram a acreditar nas oportunidades”, explica o secretário. “A economia responde conforme os empresários acreditam e fazem seus investimentos. As mudanças que promovemos foram mudanças construídas com os próprios empresários, eles passaram a fazer parte da construção da nossa Secretaria. E foi isso que fez a diferença. Construir desenvolvimento tem que ser junto com quem gera emprego e renda”, observa Valdir Oliveira, em uma rápida avaliação da sua gestão até aqui.

 

Valdir Oliveira acredita em um 2018 melhor do que 17, quando, em sua perspectiva serão fortalecidas as medidas tomadas pelo Governo de Brasília para gerar desenvolvimento econômico. “Os indicadores já mostram que teremos pontos positivos em 2018, eles sinalizam que haverá impactos positivos no emprego das pessoas e na melhoria da qualidade de vida”, projeta o secretário.

 

Fontes:

Indice-Confianca_Dez 2017

Nota Econômico 28 – ICEI-DF – Dezembro