Governo do Distrito Federal
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30/06/18 às 11h46 - Atualizado em 20/11/18 às 14h53

“Brasília está se tornando a capital da inovação”, diz Valdir Oliveira

Secretário participou de painel sobre empreendedorismo e inovação na Campus Party

 

Foto: Cleverlan Costa

Os impactos na matriz econômica do Distrito Federal a partir do novo modelo de geração de empregos com o surgimento do Parque Tecnológico Biotic foram o tema do debate realizado na Campus Party na tarde desta sexta-feira, 29. O painel foi mediado pelo jornalista da Rede Globo, Guilherme Portanova, e contou com a presença do deputado professor Israel, o embaixador da Campus Party, Thiago Jarjour e do presidente da Associação de Startups e Empreendedores (Asteps), Hugo Giallanza.

 

“Temos uma cidade muito movida pelo setor público e de serviços, mas quando começa a se encaminhar para o setor da indústria se depara com uma onda internacional de inovação”, disse Portanova ao abrir o painel, referindo-se ao novo modelo de desenvolvimento econômico que surge a partir de startups e conceitos de escalabilidade.

 

O deputado professor Israel afirmou que Brasília precisa desenvolver essa nova vocação. “A cidade tem uma responsabilidade ambiental muito grande, além da juventude mais bem preparada do país. Aqui o número de jovens com nível superior, mestrado e doutorado é maior que em qualquer outra unidade da federação, somada a maior renda percapta do Brasil”, analisou o parlamentar, lembrando que a capital apesar de indicadores positivos ainda tem altos índices de desemprego e desigualdade.

 

O secretário de Economia, Desenvolvimento, Inovação, Ciência e Tecnologia, Valdir Oliveira, destacou que está em curso o processo de transformação da economia. “Não tenho dúvidas, e penso que as pessoas também não, de que Brasília não consegue ter um modelo de desenvolvimento baseado na indústria. Porque nós não temos aqui condições favoráveis para isso como tem em São Paulo”, comparou.

 

Valdir lembrou também que a inauguração do Biotic trouxe uma oportunidade e o ambiente necessário para o ecossistema tecnológico se desenvolver. “A partir daí a gente vai conseguir romper com esse modelo de capital da esperança,que era baseado em concurso público. Esse setor não absorve mais ninguém”, alertou o secretário, convocando o público presente a ocupar o Parque Tecnológico.

 

O embaixador da campus Party, Thiago Jarjour, lembrou que o modelo de construção do Biotic foi espelhado no que há de mais moderno em outros países. “Nosso sonho aqui é criar um programa de aceleração para nossas startups, como Minas Gerais fez o SEED, como Pernambuco fez o Porto Digital e como Santa Catarina fez o Sinapse”, acrescentou Jarjour, lembrando que parques tecnológicos são fundamentados a partir de três pilares: o governo, o setor produtivo e a academia.

 

“Startup é um negócio de risco, mas todo esse ecossistema que está sendo criado vem para atenuar esse risco. Quando o ambiente está maduro o suficiente, existe uma troca, uma simbiose entre os empreendedores e a gente consegue mitigar esse risco”, avaliou o presidente da Asteps, Hugo Giallanza, ao mencionar o Biotic.

 

O ciclo de palestras, painéis e workshops da Campus Party continua até domingo, dia 1º de julho. Acesse a programção do Governo de Brasília aqui