Governo do Distrito Federal
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7/02/18 às 15h57 - Atualizado em 17/05/18 às 13h43

Queda do desemprego reflete retomada da economia no DF

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Valdir Oliveira acredita que empresário ganhou segurança para investir

 

A queda do desemprego no Distrito Federal entre novembro e dezembro não significa que o problema está perto de ser resolvido, afinal ainda há 292 mil desempregados na capital do país, mas ela é um reflexo da retomada da economia. A opinião é do secretário de Economia, Desenvolvimento, Inovação, Ciência e Tecnologia (SEDICT), Valdir Oliveira.

 

Foto de pessoas andando no mercado com vista panorâmica

Foto: Cleverlan Costa

No cargo há dez meses, Valdir Oliveira enxerga nos números da pesquisa da Codeplan o reflexo do trabalho do Governo de Brasília em 2017 para a volta do crescimento econômico. “Eu acredito que ela (a queda do desemprego) aconteceu por causa das ações que fizemos relativas aos benefícios econômicos, benefícios fiscais, crédito de fomento e no combate à burocracia”, disse. O secretário acompanha discurso recente do governador Rodrigo Rollemberg, feito na abertura do Mutirão da Simplificação, em Sobradinho. Para o governador a redução do desemprego “mostra o acerto das políticas do governo de arrumar a casa para que a cidade possa se desenvolver”. Na ocasião, Rollemberg também citou outros números da Codeplan, que mostram a abertura de 44 mil vagas de trabalho entre abril e dezembro de 2017.

 

Valdir Oliveira explica que por intermédio da SEDICT o Governo de Brasília está dando segurança jurídica aos empresários quando concede os benefícios fiscais. “Com as regras na mesa, eles conseguem definir muito bem o que podem e o que não podem e medir os seus investimentos. Isso permite que eles façam com segurança o seu planejamento”, argumenta o secretário.  O titular da SEDICT lembra que o Governo reduziu o custo tributário para alguns setores (indústria da beleza, por exemplo) e isso, de acordo com ele, estimula os empresários a investirem mais porque há aumento do ganho a partir do alívio na tributação.

 

Fomento e simplificação – Para Valdir Oliveira “o crédito de fomento foi o grande sinal que demos para a nossa economia”. Ele citou a reativação do FIDE e do IDEAS (programas do governo) como fator decisivo para reanimar os empresários do comércio e da indústria, respectivamente, a investir.

 

Mas essa animação também passa pelo esforço do Governo de Brasília em simplificar a burocracia necessária para se abrir ou regularizar uma empresa no DF, de acordo com o secretário. Ele garante que o Simplifica PJ e o RLE@DIGITAL trouxeram agilidade e ajudaram a criar um novo ambiente de negócios. “O que a burocracia causa no empresário é desmontar nele a agilidade da implementação do seu negócio. O empreendedor, quando vê uma oportunidade, precisa ter celeridade na implantação de sua ideia. Quando a oportunidade bate à porta, ele tem que colocar aquilo para frente. Se o estado não o acompanhar, ele ficará desmotivado ou irá para a informalidade”, explica Valdir Oliveira, que nos anos em que esteve à frente do Sebrae-DF adquiriu conhecimento consistente do setor privado.

 

Consumo é o diferencial – Brasília, na opinião do secretário, possui uma particularidade que de certa forma faz com que a cidade não fique tão à mercê do cenário econômico do resto do país. “Nós temos um diferencial favorável que é a renda do servidor público, além da economia baseada em comércio e serviço.  Aqui a média salarial é três vezes maior que a média nacional e isso garante um consumo privilegiado”, ressaltou.

 

Nesse diferencial, Valdir Oliveira enxerga oportunidade de crescimento para setores ainda tímidos na economia da capital do país. “Importamos 92% do que consumimos no DF. Daí é importante juntar o agro e a indústria no nosso comércio para que a gente aproveite esse diferencial para alavancar esses dois setores, pois nosso diferencial é nosso consumidor. Agronegócio e indústria têm potencial para crescer”. Ele cita como exemplo a criação de peixes e lamenta que a piscicultura ainda tenha impacto muito pequeno na economia local. “Mas o consumo é elevado, só que importamos praticamente tudo o que consumimos. Portanto, o setor tem potencial de alavancagem. Se ligarmos a piscicultura com a gastronomia, por exemplo, colocando uma marca de Brasília, certamente vamos aproveitar esse nosso diferencial de consumo para produzirmos aqui o que consumimos”, sugere o secretário, apontando mais um caminho para o desenvolvimento.